Introdução ao mundo das métricas
- Marcelo Leite
- 23 de fev. de 2024
- 3 min de leitura

Para conseguir distribuir os seus vídeos, os algoritmos precisam avaliar como um conteúdo de qualidade. Mas aí é que a coisa complica. Um vídeo de qualidade para ele é um vídeo bem gravado, com som limpo, um roteiro e uma edição bem-feita, mas ACIMA DE TUDO, um vídeo que agrade ao público. Muitas vezes, o vídeo não tem isso tudo de qualidade técnica, mas tem um tema e um formato que conseguem fazer com que as pessoas assistam e reajam (curtam, comentem e compartilhem). Aliás, vídeos viralizam muito mais com base nisso do que em elevada qualidade técnica. É triste, mas é fato. Essa resposta às métricas sinaliza que o vídeo possui Qualidade Métrica, as pessoas reagem ao seu conteúdo... Mas, preste muita atenção, essa qualidade que gera o tão sonhado engajamento não é só reter as pessoas assistindo ao seu vídeo, elas TÊM que reagir. Essa é a palavra-chave: reação. Mas eu vou te explicar essa história.
Muita gente acha que basta fazer aqueles vídeos curtinhos para reter as pessoas e o algoritmo vai distribuir. Truques para manter os usuários no vídeo como texto na tela com pegadinhas podem funcionar (leia essa palavra ao contrário, por exemplo... recurso bem tosco), mas não agregam outra métrica. Quer dizer, ninguém curte um vídeo ao sacar que foi feito de bobo para reter a atenção. Ou seja, ganha taxa de conclusão, as pessoas ficam os 8 ou 10 segundos lendo aquele texto, mas não curtem quando veem que foram iludidas com um conteúdo porcaria. Taxa de conclusão sozinha não gera distribuição, é preciso algo mais.
Quando seu vídeo é entregue, o algoritmo fica esperando como as pessoas vão reagir. A resposta delas faz com que ele decida se deve continuar distribuindo para mais pessoas no que chamamos de Ciclos Distributivos. Para isso, ele toma como base, quanto tempo ficarão no vídeo, se vão curtir, se comentam ou mesmo se consideram um conteúdo bom o suficiente para ser compartilhado. Isso não tem a ver diretamente com um vídeo bem-feito, mas com um vídeo que apresenta uma boa receptividade junto ao público de pessoas que gostam daquele conteúdo. Vídeos que viralizam não são necessariamente aqueles que são bem produzidos, mas os que agradam. Esse é o grande desafio: produzir um conteúdo de qualidade técnica e métrica. Resumindo: Bem produzido e que agrade o espectador.
Se os seus vídeos estão travando em baixas distribuições (200, 400, 600 visualizações) pode ser sinal de que suas métricas estão em baixa. (Você não está flopado. Para de falar isso. Flopagem é outra coisa. Teremos um capítulo sobre esse tema). Para entender isso, vamos usar a técnica da planilha de controle. Selecione os seus últimos 30 vídeos (ou mais se conseguir. Quanto mais, melhor). Entre na seção Central do criador/análise de dados e copie os dados para uma planilha. Com a ideia de facilitar essa tarefa, vou dar a vocês um modelo de planilha de análise de métricas ao qual retomaremos diversas vezes nesse material. Se você não quer fazer no computador porque acha difícil, pode fazer um uma folha de caderno. Uma régua, uma caneta e uma folha já resolvem o seu problema
Elaborar uma planilha vai lhe dar uma noção das métricas do seu conteúdo, quanto mais dados você tiver, melhor entenderá porque seus vídeos estão presas nas chamadas bolhas, cujo nome correto seriam os Ciclos Distributivos.
Com base nesses dados, você verá quais são as melhores métricas do seu conteúdo e comparando o número de visualizações com as métricas, você poderá ver nas maiores taxas de visualização quais foram as métricas que responderam mais positivamente. Assim como nas menores distribuições, quais as suas métricas mais deficientes e trabalhar uma por uma. Vou tratar de métricas deficitária em um capítulo especial desse material. Por hora, tenho como objetivo que você entenda o que é métrica, como elas funcionam para distribuir e como criar um controle em planilha para entender melhor o que está acontecendo com seus vídeos.
Agora é com vocês. Vamos para a sua planilha.
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